Quando o adquiri foi quando deixei de viver em lisboa e fui viver para o casal do rato em odivelas.
Os meus pais trabalhavam em Lisboa e por vezes eu e os meus irmãos ficavamos em odivelas, encontra-mos uma quinta de um senhor a qual lhe chavamos farroba não sei se era o nome verdadeiro dele, mas foi assim que o conhecemos. Na quinta havia cabras, cavalos, porcos, ovelhas o meu passatempo e dos meus irmãos era ajudar a tratar dos animais, a minha mãe e o meu pai nem desconfiavam :)
Entretanto um dos meus irmãos encontrou uma cadela com imenços cachorrinhos a volta e trouxe um na qual demos o nome de Nico. O nico esteve escondido algumas semanas no sotão quando os meus pais regressavam a noite a casa. Passaram-se os dias e ele ainda não tinha sido descoberto até que começou a crescer e a descobrir o mundo a volta dele e descobriu que sabia ganir.
Foi então que o meu pai ao passar pelo sotão ouviu uns ganidos e la foi ver.
Descobriu o Nico contamos-lhe a história e ele ja não foi capaz de devolver o Nico novamente a rua.
Viveu connosco ate aos 14 anos acabando por viagem até ao ceu dos cães porque o coração o traiu.
O nico sempre foi independente , ia passear sozinho pelos montes e ruas. A primeira vez que não apareceu em casa ficamos muito angustiados e enervados foi uma noite para esquecer. Ligamos para todos lados canis, bombeiros etc e o Nico não aparecia.
No dia seguinte la estava ele a porta de casa, afinal tinha ido procurar namorada :)
Os meus pais descobriram que andavamos na quinta e pensaram que aquilo não era vida para nós e estes não nos conseguiam acompanhar devido a estarem a trabalhar em Lisboa e nós ficarmos sozinhos por Odivelas, até que decidiram voltar a viver em Lisboa.
O nico também veio claro e habituou-se logo a cidade, passeava sozinho pelas ruas de Lisboa desde Almirante Reis passando pela mouraria e pelo Rossio. Por vezes la passava uma vizinha pela funeraria dos meus pais e diziam Oh dona vi o seu cão no Rossio e atravessa nas passadeiras e tudo.
Quando ele andava pelos jardins do bairro da Pena toda agente o conhecia e quando acabava o seu passeio la ia ele deitar-se a porta da Agência ao sol todo regalado. Assim que o relógio estava perto das 19h ele ia dar o seu ultimo passeio pela zona , se fossemos para casa e ele não tivesse regressado, então iamos a janela da sala e assobiavamos só ele conhecia aquele assobio. E lá vinha ele todo apressado a virar a esquina direitinho a casa, abriamos a porta do prédio ele empurrava a porta com a cabeça e subia até o 2ºandar. Cumprimentava toda agente
De manha era a mesma coisa , a minha abria-lhe a porta de casa e a porta do prédio através do intercomunicador, espreitavamos a janela e la ia ele as suas voltas. Nunca desapareceu, nunca o vimos ferido graças a deus, quando vinha mais tarde por causa das cadelas saidas chegava a casa por volta das 4h da manha havia sempre alguém que tocava a porta e respondia , é o nico para subir abra a porta.
Quando queria saber onde estava a minha mãe , procurava pela zona nos locais habituais , cafés, armazéns de roupa, mercearia e supermercado e como sabia onde ela estava? O nico estava sempre a porta era assim que ela era descoberta mesmo que não quisesse :)
Era amado por todos e quando partiu choramos muito , a casa ficou vazia no meio de tanta gente.
Esteve connosco até aos seus 14 anos viveria muito mais se o coração não o traísse, até hoje quando falo nele choro e sinto saudades. Foi assim que descobri muito nova como era o amor incondicional por um animal.
Os meus pais nunca mais quiseram ter um cão pelo sofrimento que tiveram com a perda do nico.
Até que me juntei acerca de 5 anos e assim apareceu o Twix
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