Dono…e dona, enfim,
estou velha, muito velha,
e a chegar ao fim;
e doente, muito doente também,
vou morrer, mas não quero que chorem por mim,
não guardem o vazio nesse coração lugar pequenino,
que mesmo assim,
é tão grande e onde eu cabia tão bem.
Não quero o espaço sem nada,
naquele bocado de cama, onde dormia,
ou apenas ficava deitada,
esperando uma festa ao fim do dia.
São poucos os anos que tenho,
e não dei pela vida passar,
vim cachorra para esta casa,
E velha a vou deixar.
Sei que davam da vossa vida,
anos para eu viver e sorrir,
que adiantava esse presente,
se não posso ser eu a ver-vos partir.
A saudade que vos deixo,
da minha presença aqui,
que seja motivo de orgulho,
das alegrias que convosco vivi.
Parto, mas vou feliz,
de uma vida bem passada,
tive donos que nunca quis,
pois pensava que viver era aquilo, que tinha por destino na rua onde nasci.
Obrigado...donos!
Dêem o meu lugar e o mesmo amor a outro cão de rua…
Um qualquer cão Abandonado
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Um qualquer cão abandonado
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